VAMOS FAZER PARTE DESSA REVOLUÇÃO?
Publicado em 27/08/2009
Imagine um mundo como nos trágicos filmes de ficção científica: o planeta com temperaturas elevadas, a rápida proliferação de insetos, o derretimento das calotas polares, o aumento do nível dos oceanos, a inundação de cidades costeiras, a destruição de florestas, a encobrimento do céu por fumaça e poeira, a contaminação de rios e lagos, a falta de água para beber, o aumento de doenças, o desaparecimento de animais e plantas, morte...

Agora imagine um mundo como nos contos de fadas: o planeta azul, as águas em fontes cristalinas, o ar puro, a luz do Sol radiante, os animais livres, as plantas verdejantes, as cidades em harmonia...
Qual desses dois mundos vamos deixar de herança para nossos filhos e netos?
A resposta para essa pergunta está em nossas ações cotidianas. Estamos prontos para mudar, para revolucionar?

A Revolução Industrial aconteceu no século XVIII, quando surgiram as primeiras fábricas movidas a carvão e a produção começou a ser em série em vez de artesanal. A Revolução Industrial acarretou em uma série de benefícios à população, pois aumentou o número de empregos e a renda familiar e diminuiu o tempo gasto para a fabricação dos produtos. Hoje em dia, não conseguimos imaginar o mundo sem a indústria.

Nas décadas de 60, 70 e 80 conheceu-se a chamada Revolução Tecnológica. Com a Guerra Fria e a corrida espacial, desenvolveu-se métodos e modelos matemáticos capazes de facilitar os cálculos necessários para a construção de naves espaciais. Assim surgiram os primeiros computadores, que foram sendo aperfeiçoados até se transformarem em utilitários domésticos. Toda a tecnologia que surgiu nessa época é utilizada atualmente nas indústrias e em todos os outros segmentos da sociedade. Está tão presente no mundo contemporâneo, que as crianças já sabem, desde cedo, como funciona um computador. Com toda essa modernização, o estilo de vida atual da população em geral é muito diferente do que era no passado. Existe mais ciência, mais conhecimento acumulado em todas as áreas, existe cura para várias doenças, a expectativa de vida e o conforto são maiores. Porém, o crescimento populacional e a modernização trazem conseqüências negativas inevitáveis para o meio ambiente. A população urbana, as indústrias e a agricultura poluem os rios, o solo e o ar.

Por esses motivos estamos vivendo a Revolução Ambiental, que deve iniciar imediatamente na vida de cada pessoa. A Revolução Ambiental deve acontecer em todos os níveis da sociedade. E o papel de cada um é muito importante nesse contexto, assim como foi muito importante o papel do trabalhador na Revolução Industrial. A consciência ambiental deve tomar conta de nós, deve ser algo instintivo para a preservação da vida no planeta. Já que temos o poder de decisão, devemos escolher, de forma racional, cuidar do ambiente que nos cerca, pois todos fazemos parte da natureza. A natureza não precisa de nós, mas nós precisamos dela. Se queremos deixar um mundo cada vez melhor para nossos descendentes, devemos preservar a nossa Terra. Devemos utilizar a tecnologia a nosso favor, de modo que possamos nos modernizar mais e poluir menos. A maioria das questões ambientais podem ser tratadas apenas com bom senso. Nós somos responsáveis pela poluição, mas também somos responsáveis pela solução!

Vamos fazer um pequeno teste: Você fecha a torneira quando está escovando os dentes ou fazendo a barba? Você varre a calçada antes de jogar água? Você desliga a televisão quando não está assistindo? Você joga papéis de bala, de propaganda, sacos plásticos ou pontas de cigarro no lixo? Você cuida das plantas e dos animais?

Se respondeu sim a todas as perguntas: parabéns! Você está fazendo sua parte e está contribuindo para um mundo melhor. Pode se orgulhar disso!

Mas se você respondeu não a alguma questão, não se preocupe. Ainda há tempo. Comece hoje a fazer parte dessa revolução.

Por Máriam Trierveiler Pereira
Possui graduação em Engenharia Civil, especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e mestrado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal do Paraná e é Doutoranda em Engenharia Química com ênfase em Gestão, Controle e Preservação Ambiental pela Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Engenharia Ambiental, com ênfase em avaliação de impactos ambientais, sistema de gestão ambiental, qualidade ambiental da água, modelagem de poluição difusa, educação ambiental, planejamento e índices de qualidade sócio-ambiental urbana.

Fonte: Máriam Trierveiler Pereira
 
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